Blog da Manu


É apenas um jogo de futebol?

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É impressionante o poder que o futebol exerce sobre os brasileiros. No Rio, dia de jogo do Brasil é praticamente feriado. Em todo País, as pessoas se unem em uma corrente única pela seleção brasileira na Copa do Mundo. Então, a tristeza que se abateu sobre cada um ontem, quando o Brasil perdeu para a Holanda por 2 a 1, era previsível.

 

Ouvi e li muitas mensagens na internet, principalmente no Twitter, em que uma minoria criticava os brasileiros que sofrem tanto com um jogo de futebol. Afinal, é apenas um jogo. Para mim, essa parcela da população não passa de um grupo de pseudo-intelectuais, que não perdem a oportunidade de TENTAR mostrar algum tipo de razão em um assunto no qual o coração é que comanda.

 

A emoção despertada pelo futebol é mágica! O espírito de união, de mobilização de toda uma nação é um espetáculo à parte. É lindo de se ver. Para alguns, é insano torcer, chorar, incentivar e querer que o Brasil, onde a miséria assola uma grande parcela da população, seja reconhecido como o MELHOR em alguma coisa. Tenho é pena dessas pessoas, sinceramente.

 

Tenho orgulho de morar no país do futebol. Não tenho vergonha de enlouquecer pelo time faz o Brasil ser respeitado internacionalmente. Não me importa se minha conta bancária continua no vermelho independentemente do resultado da partida; não fico pensando o quanto o salário desses jogadores é milionário enquanto o meu é uma merreca; optei por usar o futebol como uma fonte de alegria para uma vida que às vezes é tão dura.

 

Podem me chamar de alienada, pois também não me importo com isso. Porque, ver o Brasil ganhar – e, é claro, a Argentina perder -, transforma meu dia, muda o meu humor, faz eu me sentir mais alegre. E isso, não tem preço.

 

Consciência

O que faltou para o Brasil chegar ao Hexa na Copa da África do Sul? Apesar de ter sido uma tragédia anunciada, desde que saiu a escalação, nosso patriotismo falou mais alto. Adotamos a seleção de Dunga como nossa seleção e torcemos para que ele estivesse certo em suas escolhas.

 

Vimos que ele não estava. Que sirva de lição para o próximo treinador. Que o técnico da seleção brasileira possa entender a IMPORTÂNCIA deste cargo e o significado que o futebol tem no Brasil. E que ele procure OUVIR seus torcedores, pois nesta Copa ficou provado que tínhamos razão em muitos aspectos. E que venha 2014!

Intimidade

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Já ouvi algumas pessoas dizerem que a intimidade é uma droga. Eu confesso que nunca havia pensado sobre o assunto. Até agora. Hoje, eu sinto na pele o peso da intimidade. Todos os dias, o tempo todo. E como eu estou de férias [forçadas], tenho bastante tempo livre para VIVER e REFLETIR sobre isso.

 

Acredito que o maior desafio ao se tornar ÍNTIMO de uma pessoa é aceitar seus defeitos. Sabe aquele chavão de Big Brother Brasil, de que “um dia a máscara cai”?

A intimidade é justamente isso: enxergar o outro como ele realmente é. Não só o outro. Quando nos tornamos íntimos de alguém, nos vemos obrigados a olhar para nossa própria personalidade, o âmago do nosso ser.

 

Encarar o próprio ego e ter que confrontá-lo com o ego alheio, em um espaço restrito – no caso, o lar -, é o que torna a intimidade algo tão delicado. Afinal, se muitas vezes é difícil suportar a si mesmo, imagine ter que suportar o outro, suas manias, seu humor, sua individualidade!

 

É aí que entra em cena o AMOR, personagem principal dessa história. Ser íntimo de alguém se torna prazeroso de acordo com a intensidade do sentimento que você nutre por ele. Quando o sentimento é insuficiente, frágil e pequeno, a intimidade acaba com o encanto da relação.

 

E o que tenho visto em pouco tempo de relacionamento a dois é que o diálogo com a pessoa amada é algo essencial para tornar a intimidade cada vez mais suportável. Tudo é construído dia a dia, momento a momento. Falar a coisa certa, no tom apropriado, e se manter em silêncio quando necessário.

 

Lógico que não é fácil. Se fosse tudo muito simples, se não exigisse nenhum esforço da nossa parte, formar uma família não seria um ato tão maravilhoso e sublime.

 

Por isso, tento encarar a intimidade como um aprendizado. Aprendo a amar mais, conhecer mais, e, principalmente, aprendo a ser uma pessoa melhor. Para mim e para o outro. Continuamente. E posso afirmar que minha experiência com a intimidade tem sido incrível!

Quem é vivo sempre aparece!

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Olá, amigos botequeiros!! Como estão?

Depois de tanto tempo afastada, sem me comunicar com meus conselheiros de luxo, estou de volta para contar uma grande novidade.

Na próxima semana me mudo para o Rio de Janeiro. É, vou me casar e mudar, literalmente. Após 1 ano e 3 meses de namoro com meu carioca, sobre o qual já falei aqui, resolvemos “juntar nossas escovas de dente”, como dizem por aí. Estou muito feliz, mas ao mesmo tempo ansiosa e com medo do que vou enfrentar nesta nova etapa da minha vida, longe da minha família, dos meus amigos, de tudo aquilo que já estava acostumada.

Foi uma decisão difícil de ser tomada. Lembro-me de que, um dia, quando eu ainda estava resolvendo meu destino, li por acaso a seguinte frase: “Tem gente que tem medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem”. De certa maneira, essas palavras me deram um “insight”. Passei a me perguntar, então, por que não arriscar? Já sei andar com minhas próprias pernas e tenho disposição e vontade de sobra para trabalhar, aprender, crescer.

Somado a essa frase, uma grande amiga minha da faculdade, a Dayana Liz, me contou que ainda tem em seu fichário um recado que deixei para ela há uns 10 anos. O texto dizia que eu e ela iríamos nos formar, nos mudar para o Rio e nos casaríamos com um carioca. Bem, a vida dela seguiu rumos diferentes. Já a minha está seguindo o fluxo que eu mesma previ nesta ocasião. Demorou um pouquinho, mas tudo aquilo que eu sonhei está se concretizando. Acho que realmente o tempo de Deus é diferente do nosso.

Enfim, voltemos a falar de amor. Ah, o amor! Meu amor pelo carioca não pode ser explicado e muito menos dimensionado em palavras. Costumo dizer a ele que eu pedi a Deus um príncipe e Ele me deu muito mais do que eu merecia. Meu namorado é tudo o que eu preciso, hoje e sempre.

Para finalizar este post - o primeiro de muitos nessa nova fase do Boteco -, coloco aqui o trecho de um texto lindo da Martha Medeiros. Aos 27 anos, posso dizer que concordo plenamente com a mensagem que ele transmite. Fica a dica para refletirmos sobre um sentimento tão complexo, e ao mesmo tempo tão maravilhoso de sentir:

“A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir “eu te amo” num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir “eu te amo” numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.” - Martha Medeiros.

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O vício

Olá, amigos!

Peço perdão pela minha ausência, mas com tantas mídias sociais fico até meio perdida em conciliar trabalho, diversão e vida pessoal.

Enfim, a notícia que tenho não é muito boa, principalmente para mim. Infelizmente não consegui abandonar o cigarro. Minha breve luta durou apenas cinco dias e sinto que não conseguirei parar sem o auxílio de profissionais ou remédios para este fim.

É triste dizer isso, porque estou ciente que é uma fraqueza. Não quero ser exemplo para ninguém. Acredito que os fumantes só conseguem abandonar o vício quando a força de vontade vem de dentro para fora. Talvez tenha sido isso que me faltou.

Os quilos a mais, a irritabilidade, o DESESPERO por um trago me fizeram ceder. Não tenho orgulho disso, muito pelo contrário, mas acho que eu devia uma resposta a todos que acompanham este blog.

Aos que torceram por mim, em especial os amigos, agradeço muito e deixo registrado aqui que não desisti de abandonar o cigarro. Só estou reunindo forças para recomeçar a luta.

De tudo isso fica uma lição: se algum dia alguém me disser que para de fumar quando quiser, que não é viciado, ou outra afirmação do gênero, vai levar uma boa resposta. A mesma coisa vale para quem nunca fumou e acha que abandonar o tabaco é falta vergonha na cara do dependente.

Se não tem nada de construtivo para falar, melhor ficar com a boca fechada.

Beijos!

P.S: Prometo tentar não ficar tão ausente do boteco.

Parando de fumar

  

Bom, por livre e espontânea pressão do meu namorado resolvi dividir com vocês do boteco as sensações do início da minha caminhada para largar de vez o cigarro. Acreditem, não é algo legal de se ler. Muito menos de se sentir. 

Para começar, um recado aos fumantes “cheios de si”, que ignoram o fato de que cigarro causa dependência (inclusive os fumados só no fim de semana) e àqueles que nunca fumaram e acham que quem tenta abandonar o vício e não consegue é porque faz drama ou não tem força de vontade: VÃO TODOS CATAR COQUINHO NO MEIO DO ASFALTO. 

A realidade é bem diferente. Durante 13 anos da minha vida, não se passou um dia sequer que eu não fumasse pelo menos um cigarro. Sim, eu tinha 14 anos quando aprendi a tragar e comecei a comprar carteiras (primeiro escondido, dois anos depois assumidamente). 

Aos 27 anos, cheguei ao extremo. Fumava mais de um maço de Marlboro por dia. Nos últimos dias, comecei a perceber isso e a sentir um pouco de falta de ar na academia. Nem era tanta não. O que me motivou mais foi imaginar meus dentes cada vez mais amarelos (ou pretos), o problema de ir pras festas e não poder fumar, o fato de incomodar as outras pessoas. 

Sinceramente, eu não sei qual o motivo exato. Eu simplesmente decidi e parei. Marquei o dia, fumei o resto do maço que eu tinha, não joguei meu isqueiro fora. Mas levantei da minha cama na segunda-feira (28) e comecei a mudar meus hábitos, minha rotina diária. 

E estou aqui, hoje, quarta-feira, três dias depois, firme no meu propósito. Você pode apontar pra mim e dizer: “aí, ela conseguiu, eu também consigo na hora que eu quiser”. Vamos por partes, meu querido. Eu estou firme, mas isso não significa que titubeei várias vezes. 

No primeiro dia senti MUITA falta de ar (muito mais do que quando eu fumava). Além disso, tinha horas que eu pensava que fosse quebrar alguma coisa, do tanto que eu estava irritada. No segundo dia, a respiração melhorou, mas as fissuras, as vontades loucas de fumar (principalmente de manhã e após as refeições), pareciam mais fortes. 

Hoje estou aqui, sentindo falta de ar de novo, LOUCA pra acender um Marlboro e sentir aquela fumaça chegando aos meus pulmões. E para completar, meus queridos amigos do boteco, minha mãe fuma sem parar, dentro de casa. Tem horas que o cheiro vem e eu penso: “CHEGA! Vou fumar”. Mas alguma coisa que eu não sei o que, vinda não sei de onde me impede. 

Aí o que eu faço??? Coloco um chiclete na boca e bebo água sem parar. Quando a irritação está muito difícil de aguentar (falo por mim e pelos que convivem comigo), vou pra academia descontar na esteira (meu personal ama essa parte). 

Se você me perguntar hoje quais as vantagens em parar de fumar, vou ser curta e grossa: até agora não vi NENHUMA. Está sendo um sofrimento e eu me pego pensando toda hora “porque eu fui inventar essa bobagem de parar”. É que toda essa história virou questão de honra pro meu namorado e ele me prometeu até presentes (bem legais) se eu não quebrar a promessa de ficar sem fumar pelo menos seis meses. 

Dizem que as duas primeiras semanas são as piores e que depois eu vou me sentir mais disposta e não vou querer nunca mais voltar a fumar. Espero que sim, do fundo do meu coração. E se algum dia eu duvidei que era uma DEPENDENTE QUÍMICA, agora eu tenho a mais absoluta certeza de que eu me drogava todos os dias, a cada cigarro que eu acendia. Porque a dor de ficar sem nicotina é quase física, pelo menos para mim. 

Em nome amor que sinto pelo meu namorado, pretendo cumprir minha promessa e acabar com esse vício. Daqui uns dias eu volto pra contar se consegui. 

Cão abandonado

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Pessoal, desde ontem tem um cãozinho macho, SRD (Sem Raça Definida), em frente à minha casa. Bem que eu gostaria de pegá-lo, mas já tenho dois, que inclusive ficam com ciúmes só de eu dar comida para ele. A realidade de animais abandonados em Uberlândia é preocupante.

De acordo com a Associação Protetora dos Animais (APA), cerca de 7 mil cães vivem em estado de abandono nas ruas (dados de 2008). E o pior é que o abrigo da APA, onde vivem de 250 a 340 cães, já não consegue comportar mais bichinhos.  O resultado é este que você vê na foto: cães doentes, desnutridos, famintos e carentes de um dono que lhe dê condições de sobrevivência. 

Se você está à procura de um companheirinho, aproveite esta chance. Além de poder contar com uma criatura fiel e que vai lhe proporcionar muita alegria, você ainda pratica uma boa ação. Não compre, adote.   

Desacorrentadas

Olá, meus botequeiros do coração!
Estou sumida, eu sei. Vocês não imaginam a reviravolta que está minha vida.
Só para constar: não sou mais repórter do jornal CORREIO de Uberlândia. Agora, trabalho como autônoma, em Comunicação Empresarial (mershan no próprio blog pode, né?)
Enfim, quando estiver com mais tempo volto para contar as mudanças e as metas da minha vida. Hoje, coloco para vocês um texto da Martha Medeiros (uma de minhas favoritas, como vocês já sabem), que foi publicado na “Revista O Globo” - recomendo. Degustem sem moderação!
Beijos e até mais!

Desacorrentadas

O amor liberta? De certa forma, sim. Amar faz você despreder-se da razão, incorporar novos hábitos, expandir seus sentimentos, invadir recantos da sua alma nunca antes explorados.
De fato, é bem poético e libertador amar.
Mas tem seus contratempos, lógico. A convivência entre duas pessoas nem sempre é um mar de calmaria, muitas concessões necessitam ser feitas, ou seja, alma gêmea não existe, é conversa pra boi dormir. Ainda assim, é melhor estar amando do que não estar amando. Ao menos até uma determinada idade.

Circulam por aí reportagens que enaltecem o amor aos 70, 80 anos, dizendo que nunca devemos encerrar as buscas, que o amor merece ser encontrado em qualquer etapa da vida. Merece, mas tenho ressalvas a fazer.

Se você alcançou uma certa longevidade e tem um parceiro bacana, mantenha-o, claro. Mas se você está sozinha da silva, já teve vários bons romances na vida e está em paz com a sua solidão, vai procurar sarna pra se coçar a troco de quê?

Há duas mulheres famosas na faixa dos 60 anos que, depois de amarem muito, já manifestaram publicamente a sua desistência de seguir procurando companhia (ainda que eu intua que esse desprendimento ainda vai lhes proporcionar novas surpresas amorosas).

Mas, enfim, são mulheres inteligentes e bem resolvidas, e essa postura de “largar de mão” me inspirou: pretendo seguir a mesma cartilha. Não que eu colecione desilusões, pelo contrário. Não tenho do que me queixar. Já vivi o lado zen e o lado tsunâmico do amor, e o saldo é de puro prazer e gratidão. Sou totalmente pró-amor, nem penso em aposentadoria agora. Mas o agora vai se transformar em depois, e depois é outra história.

Estou sem a menor pressa de que o tempo passe, mas vai passar e quando eu chegar nos meus 60 e tantos, bem saudável, independente e mantendo o espírito da juventude (estão rindo do quê?), pretendo curtir a vida mais do que já curto hoje. E não haverá problema em estar sozinha, caso estiver. Quem tem amigos, não se aperta. Ainda mais quando são amigos de diversas áreas, diversas idades, gente com a cabeça aberta, o humor tinindo, bem informados - existe turma melhor? Depois de uma noitada regada a ótimas conversas, você pega sua bolsa e volta pra casa, pega seu livro, se esparrama na cama e dorme até a hora que quiser, se for final de semana - e se não for, também.

Além de amigos, ter algum dinheiro é importante, lamento tocar nesse assunto desagradável. É ele que possibilitará que você viaje, vá a shows, receba gente querida em casa, se presenteie com pequenos mimos. Sim, você pode fazer tudo isso com um parceiro ao lado, mas não na hora que você bem entender e sem dar satisfações. Tudo terá que ser negociado.

E será preciso abrir espaço na agenda para os amigos dele, a família dele, as carências dele, as doenças dele, as galinhagens dele. Será que, maduríssima da silva, terei tempo e paciência para me dedicar tanto assim à manutenção de uma relação nova?
Sem falar em continuar tendo que se preocupar com o próprio corpo, com as artimanhas da sedução, com o sexo. Ai, o sexo… Sentirei saudades.

Poético e libertador é pensar que nunca estarei sem ninguém, porque chega uma hora em que a gente decide que é alguém, e basta.

Autora: Martha Medeiros / Foto (fonte): dreamhouse

Da paixão ao amor

 

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A relação amorosa entre o homem e a mulher frequentemente nasce e se solidifica a partir de uma paixão mútua. Porém, somente o amor dá continuidade àquilo que nasce como paixão. Essa transição da paixão ao amor, que uma relação tem de percorrer para ser bem-sucedida, é difícil e delicada. Paixão e amor são bastante distintos, embora próximos e frequentemente confundidos.

A paixão se caracteriza por sua intensa carga emocional, por sua natureza sexual e, principalmente, por ser temporária. O amor tem uma natureza permanente, implica crescimento espiritual e desenvolvimento pessoal - quem não sente amor por si mesmo não tem condições de amar verdadeiramente outra pessoa - e requer um ato de vontade, pois sua realização depende de empenho. Não existe amor se não há o esforço na realização dos gestos amorosos.

Distinguimos o desejar do querer pelo fato de que este último é suficientemente forte para se transformar em ação, enquanto o desejo fica limitado a uma expectativa. Assim, também podemos distinguir o falso do verdadeiro amor pela presença de atos de amor, substituindo meros discursos sem conseqüência. O falso amor deseja, o verdadeiro quer. Pode-se dizer que o amor só é verdadeiro quando se apresenta sob a forma de exercício de vontade. Ele se concretiza na realização de uma escolha e quando escolhemos amar estamos optando agir amorosamente e sair do terreno das boas intenções não concretizadas, aquelas das quais o inferno está repleto.

Para a pessoa apaixonada, a paixão confunde-se com o amor, pois o sentimento de bem querer é intenso. Todavia, o amor, embora menos emocionado, é mais sólido, firme, disposto a sacrifícios e, por tudo isso, mais duradouro. Paixão não é uma questão de opção, não consiste num ato de vontade tal como o amor. A paixão nos acomete como uma febre e independe de nossa escolha. Felizmente, apesar de não podermos criar uma paixão que não exista, podemos nos recusar a levar adiante uma paixão que nossa razão julgue inaceitável. Este é um gesto de amor por nós mesmos.

Transitar da paixão para o amor significa submetê-la ao exame da razão e constatar que o objeto e o empenho que o amor nos cobra; e, para tal, dois requisitos tornam-se necessários: que a pessoa que amamos retribua o nosso amor e que seja por nós admirada. Este é o alicerce básico para uma relação sólida e estável.

A passagem do tempo, que deixa marcas insanáveis na paixão, concorre para que o amor se solidifique. É exatamente na luta para a preservação da relação amorosa, do desgaste do tempo e dos incidentes que inevitavelmente ocorrem que o amor se fortalece e ganha nossa confiança. Esta é uma qualidade fundamental: a confiança. Seguros não podemos ser, pois catástrofes sempre acontecem, mas confiar em nós mesmos e em nosso parceiro é possível, desde que a experiência da convivência venha nos mostrando ser tal confiança razoável, em função da forma como conseguimos superar as dificuldades passadas.

Esta memória serve para robustecer a convicção de que o casal que formamos tem suficiente vontade e maturidade para superar as dificuldades que sempre vão aparecer ao longo dos anos. A paixão não segura a relação, pois, sendo uma emoção, facilmente se converte em outra, igualmente poderosa, mas de sentido oposto: o ódio. Na verdade, amar é tão importante que não pode estar sujeito às oscilações e aos caprichos das emoções.

Vale considerar algumas das armadilhas que costumam ameaçar a continuidade de uma relação amorosa. Uma delas consiste no desejo de atender a todas as necessidades do parceiro, não deixando espaço para a individualidade e a privacidade de cada um. Trata-se apenas de uma forma disfarçada de ciúme e revela a dificuldade de aceitar nossa limitação quanto à possibilidade de preencher totalmente a vida afetiva do outro.

Outro perigo reside no sentimento de dependência que se estabelece um para o outro. Para que o amor possa sobreviver e florescer, é fundamental que cada um dos envolvidos na relação possa perfeitamante sobreviver na ausência do outro. Só assim o casal pode ter a certeza de que está unido pela vontade de conviver e não pela incapacidade de cada um de cuidar sozinho da própria vida.

O resultado de uma verdadeira relação de amor se mede pelo quanto cada um torna o outro melhor, pelo estímulo, pelo crescimento e pelo resgate daquilo que temos de melhor e mais positivo dentro de nós mesmos.
 

**Autor: Luiz Alberto Py, em “Olhar acima do Horizonte”.

E por falar em amigo…

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Recentemente foi comemorado o dia do amigo. Para mim, um dia é muito pouco para homenagear os meus verdadeiros “irmãos por escolha”. Cada um com seu jeito, todos são essenciais para o meu crescimento, em todos os sentidos. 

Ter um amigo é bom em qualquer momento, em especial aqueles em que a vida lhe concede uma oportunidade – que também surgiu por meio de um amigo –, mas em troca exige uma escolha. Afinal, nossa história é permeada por perdas e ganhos, os quais nos exigem muito discernimento e coragem

É mais ou menos assim que me sinto agora. Tomei hoje uma decisão que, certa ou errada, vai mudar o rumo do meu futuro profissional para sempre. E eu confesso: sou muito dependente dos outros. Sigo meu coração, mas não sem antes consultar a opinião daqueles que eu sei que querem meu bem, torcem por mim, me amam

Passo agora por uma mudança radical e se não fossem meus “anjos” de convivência, não estaria tão tranquila e feliz com a minha escolha. Por isso, uso meu próprio Boteco para agradecer estas pessoas, que me fortalecem, me aconselham, me entendem e me respeitam. Obrigada por tudo, meus “quiriiiidos”  

 

Não compre, ADOTE!!!

 

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Uma pessoa que abandona um cão, ou qualquer  outro animal, não é digna de confiança, nem de respeito e tem caráter duvidoso. Faço questão nenhuma de conhecer, porque não serve pra conviver comigo ou com nenhuma pessoa de bem.

Eu penso assim: as nossas atitudes estão totalmente vinculadas à nossa personalidade. Ao abandonar uma criatura indefesa, a pessoa demonstra a má índole que possui. Para mim, quem joga um cão na rua, por exemplo, é bem provável que seja capaz fazer o mesmo com uma criança.

Exagero? Pode ser para você. Eu prefiro escolher muito bem as pessoas com as quais me relaciono e ofereço meu afeto. Sentimentos como fidelidade, solidariedade, humanidade e bondade são primordiais para mim e incompatíveis com um ato cruel como este.

Ninguém é obrigado a amar os animais, mas todos deveriam respeitá-los, pois vieram do mesmo lugar que nós todos: das mãos de Deus.

Enfim, deixo aqui o meu repúdio aos covardes e uma proposta aos que pensam como eu: em vez de comprar um filhote, ADOTE! Eles merecem uma existência digna que lhes foi negada por gente cruel e impiedosa. E podem ter certeza de que não vão se arrepender, pois os cães já nascem sabendo amar e estão nesse mundo para nos ensinar.

**O cãozinho da foto está na rua há aproximadamente um mês e deve ter sido abandonado como tantos. Ele é macho, tem cerca 3 anos e é muito manso. A raça é teckel (salsicha). O animalzinho está no bairro Roosevelt e o pessoal da rua está cuidando dele, mas lugar de cachorro é com uma familia e dentro de casa.

Para ver mais cães para adoção, acesse o blog Amigocão, da minha amiga Valeriana Medrado, também jornalista do CORREIO de Uberlândia.

P.S: Antes que questionem, tenho dois cachorros. O Fadu (poodle), de 10 anos, e o Nick (SRD - sem raça definida), de 5 anos. Ambos foram “herdados”. Já tive um teckel, o Spark, o cão mais especial do mundo, que morreu há pouco tempo de velhice (tinha 15 anos).
Infelizmente, neste momento é impossível para mim adotar um. INFELIZMENTE mesmo.